Piano (2) – Estudo avançado de Partituras

Todo aluno entusiasta concede a si o aprendizado a aquele que tira uma canção do piano, e pode ser feito por repetição e nisso ficar. Tocar por repetição ou imitação, é quando, através de um vídeo ou presencial, uma pessoa repetir ou imitar os toques realizados por outra pessoa. É comum quando nos referenciamos o programa chamado Synthesia.

Há muitos vídeos na internet com esse programa que permite que visualizemos as teclas as serem pressionadas e por quanto tempo. Por um lado isso é bom, pois facilita muito como tocar uma música, por outro lado, cria uma dependência de ver os demais tocarem sem saber como executar uma música, que seria, o estudo da partitura.

Uma boa lição seria que você ao olhar a execução dessa tipo de programa, conseguisse tirar as notas tanto em cifra (ABCDEF…) tanto em notas, para com seu compasso e tempo definidos, e escrever a partitura da música em questão. Pois que tirando alguns casos em que esse programa permite seguir uma música através de um figuras geométricas que indicam que tecla tocar, alguns tocam usando partituras, que não são exibidas nos vídeos.

Músicas que são relativamente difíceis para os expectadores, são todas orientadas por partituras que tornam, digamos, a música mais simples. Por exemplo, ao visualizar abaixo, a música Game of Thrones:

É possível visualizar as notas? Há quem diga que é uma música muito difícil. A base da mão direita é composta pelas cifras GCEFG por ciclos seguindo a mão esquerda que investe em DO, SOL intercalando para criar uma composição o som tônico. Mas qual é o tempo que cada nota passa? Qual é o tempo geral da música 4/4, 3/4, 6/8?

Quais os tipos de notas? Tem ligação? Tem repetição? Que notas tocam juntas? Por incrível que pareça é mais fácil aprender uma música pela partitura dela e não pela repetição visual. Eu sei que muitos irão discordar. Mas pela partitura você consegue entender os tempos, onde vai o bemol, onde vai o sustenido, quais notas são mais rápidas, quais são as mais lentas. Em qual momento toco duas ou mais notas juntas.

O exercício acima investe em observação contínua. E mesmo que coloque a música lenta, vai precisar parar e voltar. Porque tem momentos que se tocam muitas notas em ambas mãos. Já é possível ver isso com a partitura de uma forma mais geral. É claro que estamos falando de um investimento maior no aprendizado.

Recomendo que você siga por enquanto a leitura da repetição. Seria um erro correr tanto sem ter como. Leia partituras e vai aos poucos entendendo. É possível consultar a internet ou livros para entender do que se trata. Quando conseguir, tire a música no piano. Depois que fizer isso, faça a mesma coisa que as músicas desse programa Synthesia pela internet.

E depois por uma obrigação, se imponha a fazer a conversão do que você escuta para partitura. Para acostumar sua cabeça com a ideia de ler a música pelo formato clássico e não por um simples visual da nota. Assim vai permitir aprender o tipo de treino que falamos no artigo anterior. E uma dica agora no final.

No Pinterest é possível achar diversas partituras, pela metade, de graça. Podem fazer uso do inglês para também procurá-las. Como o Music Sheet e o nome da música.

Piano (1) – Como começar a estudar sozinho?

Sozinho, quer dizer autodidata. Sem professor, coleta de algum material e produzindo sua própria didática. Apesar de conceituar que é possível, posso afirmar que é desafiante. No entanto, não sou exatamente um exemplo de pessoa que fez o trajeto sozinho, estudei por 14 anos música e teclado. E Piano é um teclado erudito e sofisticado. E há um salto, quando tratamos de:

  • Tempo;
  • Clave de dó e fá (que é inexistente da forma que o piano tem para o teclado);
  • Músicas fieis ao original quando para piano, adaptados quando para teclado;
  • Partitura tem uma similaridade próxima, uma vez que há elementos que só piano tem.

Mas meu professor não era formado em teclado, e sim em piano. Apesar de ter aulas de teclado, a didática era de piano. E curioso, eu estudava teoria musical do piano, partitura e treino de escalas e cifras. A mão esquerda do teclado representa como tal o piano, a harmonia, percussão ou acompanhamento.

Apesar do piano compartilhar dos acordes, ele compartilha do dedilhado e de um conceito mais complexo. Que torna a dinâmica da canção rica e prazível. Tal coisa que no teclado fica apenas na agilidade e suprimido formato. Eu gosto de teclado, mas tem coisas que só piano é capaz de fazer. Toquei músicas que no teclado era apenas a parte da canção, no piano você descobre que a música é 3x maior.

A música do Gollum Song é relativamente pequena no teclado. No Piano é uma trilha longa. Pois que os detalhes, somente o ancestral do teclado é capaz. Dado essa complexidade, o piano se torna um instrumento trabalhoso. Mas quero dizer que não espanto todos a dizer, que trabalhoso não é impossível. Consequentemente você concluiu isso também. O foco fica no aprendizado. Embora não exclua que piano é um trabalho de disciplina, resistência e marcialidade. Vamos falar de 5 tópicos que servirão para você começar a estudar sozinho.

  • Tempo de treino;
  • Tipo de treino;
  • Repertório;
  • Tipo de música ou canção;
  • Teoria musical.

TEMPO DE TREINO.

Treinamento exige paciência. Se você nunca tocou um instrumento musical, o seu conhecimento é nível básico. Tudo parece difícil. Parece que nunca vai conseguir tocar um moonlight de Bethoveen ou um Claire de Lune de Debussy, ou um Temple of Time (Ocarina) de Kondi. Mas todo bom pianista começou com dedilhados. Pois que veremos no tipo de treino, que temos que exercitar a sincronia dos dedos.

Treinamento é diário. Não tem essa de treinar 2 horas 1x por semana. É como uma maratona. Para correr 45 km e manter o fôlego. Você treina aeróbica, musculatura e mente. Não existe um dia que essa filosofia não aconteça. A dieta tem que estar em dia e a disciplina deve seguir uma agenda. Se você bobear um dia, estando no começo, é estaca zero. Com o piano é do mesmo jeito. Se você acha chato não ter tocado uma música sequer nas duas últimas semanas, é porque você acreditava que tocar música no piano era feito com pouco esforço.

Não confunda esforço com sofrimento. Muitos confundem. Esforço é dedicação, estudo, ordem, disciplina e aprendizado. Como nível básico, seu aprendizado ainda é o mais superficial de domínio. Como principal deve pensar que quanto mais você treina, mais fácil fica. Então eu recomendo você ter um diário (físico), lápis, caneta e borracha, e anota o que você fez hoje. E vai comparando com o tempo. Assim terá noção do que você sabia antes e o que sabe agora.

Treinamento não pode ser um crossfit. Fazer muito de uma vez. Precisa fazer um pouco de cada vez, diariamente. Então para começo de conversa. Estude todos os dias, uns 10-15 minutos. Tanto a prática da música como a teoria musical. Tipos de notas, clave do sol, dó e fá. Escalas, cifras, tempo, máscara, acidentes (sustenido e bemois) e assim por diante.

Quando estudava nesta escola de música, eu tinha 2x por semana aula, mas estudava todos os dias sem exceção.

TIPO DE TREINO.

Não vá querer tocar música, em especial aquelas cabeludas de difíceis. Eu sei que a ansiedade é grande. Mas treinar técnicas, dedilhados, é o beabá de tocar concertos. Você não toca isso se não treinar. Os tipos de treinos que você precisa enfatizar são:

  • Treino de sincronia com as duas mãos;
  • Treino de assimetria (Mão rápida com mão lenta);
  • Treino de agudos e graves;
  • Treino de técnicas (Arpejos, unidas, mon gauche, toque livre etc);
  • Treino de ouvido (entender o tom);
  • Treino de pedal (Pianíssimo, abafador e sustentação);
  • Treino de tempo;
  • Treino de cover (Fazer a trilha no lugar da original, de forma simultânea a produção);
  • Treino de arranjos e composição;
  • Treinos de escalas (C maior, F menor e etc).

Aqui você aprende manobrar as mãos com músicas em que mais de 2 oitavas são usadas, execuções que exigem fôlego e resistência das mãos, memorizar músicas; táticas de deixas, rapidez na mão e na contagem e sensação musical.

O que te permite aprender músicas com facilidade, tirar de ouvido e compôr músicas. Tudo que você deseja.

REPERTÓRIO

É uma técnica para lhe permitir ter músicas para acervos. Seja para apresentação, pra tocar em um recital de família, para testar instrumentos quando precisar, para compor um concerto se precisar fazer um. Também é uma forma de você definir o seu gosto musical. Normalmente as pessoas diriam que música clássica, moderna e contemporânea fariam sentido na conjugação. Eu recomendo que você saiba um pouco de tudo, mas dependerá do que tem em mente. É certo que tocar piano é como jogador profissional de xadrez e degustador de vinho, todos tem o ponto em comum o chamado clássico. Faz sentido saber uma música clássica de Strauss, Litz, Bethoveen, Chopin, Bach, Vilvaldi. É um cartão de visitas. Como se diz, o que é bom nunca morre.

Músicas que seguem um ritmo menos ‘weird’ são desejáveis. Mas não estou aqui preparando a pessoa para passar em conservatório. E sim para tomar uma nota do que é possível para ser um pianista que puxe a atenção das pessoas. Ou se quer ser um pianista para si, pegue as músicas que acha que são legais, e estude-as.

Entenda o repertório como assuntos que você tem conhecimento e que seria capaz de abrir um diálogo com as pessoas. Você seria versado em filosofia, antropologia, física, história, literatura. Quanto mais você oferece, mais culto e atrativo se torna. Não é? Então, a mesma coisa se aplica a repertório musical.

TIPO DE MÚSICA OU CANÇÃO.

Aqui não é uma predileção por tipos. Mas que tipos, para assim você criar uma ordenação e compor seu pensamento sobre as trilhas que gostaria de considerar tocar. Vamos a elas:

  • Clássica;
  • Moderna;
  • Trilha Sonora de Filmes;
  • Trilha Sonora de Games;
  • Trilha de musicais;
  • Trilha de comerciais;
  • Composição;
  • Arranjos.

Muito comum as pessoas tocarem Trilha Sonora de Filmes, Games e Clássica. Qual seria o seu gosto musical?

TEORIA MUSICAL.

É a base do aprendizado da música. Consiste em um estudo literário e prático de conceitos que a música se concentra. Tempo, ritmo, tom, abertura, oitava, notas, cifras, escalas, claves ou chaves, acidentes musicais, técnicas, dedilhados, leitura da partitura, partitura, partitura solo ou orquestral, também se aplica a vocal.

Sem teoria musical você não toca música. Tem livros que ensinam a teoria musical e que precisa estar associado ao estudo da prática, senão não funciona. Defendo que a teoria musical é algo que apesar de muito básico para entendimento e introdução ao mundo da música, é algo que nunca para. Você estuda o tempo todo para entender o tempo todo.

Não vou soltar apenas esses 5 tópicos, eles serão orientações. O outro ponto é olhar para a música como um conceito de ritmos e matemática. Quando tocamos a música, não tocamos pensando apenas no som. E sim na construção do som. Tome nota que o seu progresso depende de seguir a risca o treinamento diário com sua curiosidade. É preciso gostar para aprender.

Até para aqueles que precisam aprender porque seria uma forma de ganhar uma renda, ainda existe o conceito sobre gostar de aprender, mesmo que isso possa ser uma agonia. É prestar por um lado que você precisa por uma necessidade. Esta necessidade é o estopim para gostar. Pense na música como um catalisador benéfico que lhe dará a solução do problema que enfrenta. Não é a toa que se fala que a música pode ser uma poesia e nos elevar a luz quando mergulhados nas trevas.

Música é marcialidade, disciplina e educação. E uma arte. Mas seria redundante em dizer, que a parte, porque arte é um conceito pouco explorado e muito visto como um ato deliberativo da imaginação e criatividade. A arte é uma soma da matemática e da expressividade, que engloba nossos anseios sociais e nossa convivência alter-ego. Logo arte é marcialidade, disciplina e educação em um formato menos simples.

BALDUR’S GATE 3 – PLAYLIST JUNCA GAMES

No dia 3 de agosto, a Larian Studios, responsável por desenvolver o terceiro jogo de Baldur’s Gate, recriou em mínimos detalhes a mecânicas e regras do sistema da edição 5 de Dungeons and Dragons, e que torna possível (crível) o uso inclusive das regras presentes nos três livros lançados pela Wizard of the Coast em 2020.

Diferente dos seus antecessores, a adaptação, o modelo de Neverwinter tem suas peculiaridades e pontos positivos, que não recebem um ‘porém’ dado a presente obra de BD3, e sim que são diferentes dentro de sua aceitação e comunidade de jogadores que o adoram.

Mas quem é habituado a jogar o sistema de D&D nota a distância das mecânicas e regras e obviamente, o funcionalismo. Ao jogar BD3 é notável perceber que conseguiram não apenas replicar, mas transmitir a sensação de liberdade que se tem no jogo de boardgames famoso.

Em uma playlist disponível no canal da Junca Games, há no presente momento que este artigo é publicado, 5 vídeos apresentando desde da interface, mecânicas, sistema de combate, características especiais e sistema tático, entrelaçando a virtude de um jogo que permite ou não entrar em combates, ou apenas, viajar em uma jornada filosófica, e não estamos falando de ‘bulhufas’ aqui e sim do primeiro jogo que realmente faz diferença cada escolha sua.

Desde da criação do personagem e as opções de batalhas que quer levar consigo. E as devidas consequências que destas gerar e o que isso de fato irá influenciar no futuro próximo ou a longo prazo, é surpreendente, que tenham conseguido atingir esse grau de inovação e imersão, a liberdade é realmente real. Um open world digno de ser open world.

É claro que é mais que isso, por isso, assistam os vídeos. Pois eles irão contar não apenas o que parece ser uma cópia de RPGS que tantos temos por aí, mas que de fato, os detalhes o tornam algo que nunca existiu antes. Por isso que a abordagem do canal Junca Games não é apenas explorar o sistema de combate.

Pois este que melhorado, ainda que bem diferente, é tão similar aos RPGS comuns, que se formos olhar por este lado, o que o faz de diferente é porque valeria 200 reais? Então os vídeos batem em questões mais interessantes como recursos, dispositivos e até interações que BD3 permite e que não existe em nenhum outro título.

Aliás você pode optar seguir sua vida em frente, ajudar, jogo solo, jogar em equipe, sentar e comer peixe em um banco ou apenas observar as pessoas aos seu redor. O que presente fazer em Faerun?

Análise Literária (2) – Navio Misterioso de LoveCraft

Obras que cativam pela forma que são elaboradas é um exemplo que acontece neste conto de Lovecraft. A crônica é sobre um misterioso navio e desaparecimentos de pessoas. Primeiro tudo é contado como se fossem missivas com cortes de informação feitas em um arranjo do tipo por datas, com fatos omissos.

É definido assim, versão curta. É como se fossem pareceres que foram recolhidos de uma cena do crime, no entanto, somos levados a crer que o navio tem um mistério sobrenatural. Assim nos levamos em uma narrativa que parece uma brincadeira típica de nossas infâncias conhecida como “Repete a última coisa que falei com a parte nova”.

Como se fosse um truque de mágico querendo nos iludir para esconder a moeda. Depois que a parte curta é apresentada. Vem logo em seguida a versão longa, que inclui no texto, as partes ocultas que revelam que nada de misterioso há e tampouco sobrenatural, e sim uma comitiva pirata que havia deflagrado com problemas, pessoas em lugares diferentes e motivos bem menos nobres.

Muito das narrativas de Lovecraft não são exatamente sobre anormalidades. E o seu uso da escrita prioriza os detalhes como uma forma de contar com o suspense, como se tudo fosse normal e que por acaso, ali, escondido nas moitas, houvesse apenas um ser estranho, quando você apenas pensa em regar as plantas. Foi assim com o conto “O que vem da lua” deste mesmo autor.

Assim se repete pelo Stephen King quando elabora a narrativa, espreitando apenas detalhar a cena, como se tratasse de um texto arranjado sobre decoração de interiores, e no final, estavam querendo nos inserir na cena de tão concreta que ela seria. E de repente, faz uso da linguagem comum, para apresentar o monstro, o fantástico, o sobrenatural e o segredo.

Em outro conto de Lovecraft é comum por exemplo apresentar a ideia em uma perspectiva de primeira pessoa, onde o que o leitor lerá é como se fosse ele descobrindo tudo em primeira mão, sem poder, de antemão, capacitar-se do ambiente, dos elementos, do final ou do que virá. É o caso da Fera na Caverna.

Em Outsider de Stephen King a história é contada como se fosse um romance policial comum. E o monstro é representado por uma figura tão humana ao normal, mas que nos faz perguntar se há algo de anormal no caso, dada descrição que faz pouco caso a um famoso episódio de Arquivo-X. Mas tratando como se fosse um episódio comum de House.

Navio Misterioso não tem um pingo de sobrenatural, tampouco terror, de suspense na medida certa. E que nos pensar, ou deduzir, tardiamente, que se tratava apenas de fatos contados pela metade de um conflito entre piratas e a marinha americana.

Análise Literária (1) – Alquimista de Lovecraft

Aos ávidos leitores de contos de terror, esta análise literária, dos contos de Lovecraft o alquimista. Quando se trata, de obras que beiram o surrealismo e constroem seus alicerces, sobretudo, com o imaginativo de nossas suposições, quando que, são histórias tão comuns, com finais mundanos, não se me entendam mal, é precisamente por causa de nossa expectativa, é que muitas histórias comuns ganham força sobrenatural.

Os trabalhos publicados por Lovecraft são sempre lembrados pelos tentáculos, mas muito além de criaturas bizarras, ou como o autor gosta de fazer uso, funestas, os contos beiravam ao imaginário tanto pé no chão como criatura divinas originárias da profusão inventiva do autor e as obras que haviam na época para referência.

Stephen King é um escritor logicamente conectado a influência direta de H.P Lovecraft. Muitos dos seus contos são transições dessas ideias, muitas das quais semelhantes. Qual escritor não se pega em uma referência? A forma descritiva e adesão pelo mundano, fazem dessas histórias que seriam romances, dramas ou policial em gênero tão comum, porém há uma pitada, que os torna nada normais.

Em Alquimista de Lovecraft, o foco é apenas uma família aparentemente amaldiçoada por mortes prematuras, que os acometem aos 32 anos, em exclusividade, os homens. E há uma revelação sutil quanto ao que parece o motivo, uma vingança. Um homem acusado de tirar a vida de outro que parece ter sido acusado de rapto e bruxaria.

O crime acontecera na idade média e se estendera até os dias atuais. Em certo ponto da trama, você pensa que há uma maldição, algo que acomete a breve vida aos 32 anos sempre. Por que, a vítima há 600 anos, tinha 32 anos quando foi acusado e morto. Todos os da família daquele aos 32 anos eram ceifados.

No final do conto, é possível notar que essa parte é tão relevada, que os próprios que sucumbiu a injustiça no passado era o autor dos crimes de vingança. Então que o atual membro da família maldita, descobriu que muitos dos eventos rancorosos ocorreram séculos após, colocando em xeque com essa evidência, que seria impossível. Já que o próprio estaria morto há 600 anos. Como vingariam? Será que a vítima deixou descendentes, na ocasião, o seu filho que presenciou a injusta obra dos nobres.

E você vai pensar que sim. Mas não era. Neste caso entra o título do conto para entender. A alma vingadora havia descoberto através dos estudos da alquimia o fruto da imortalidade, a famosa pedra filosofal, que permitiria a extensão da vida humana por um tempo tão próximo do sempre.

Era de fato assim que o então injustiçado buscava vingança, na imortalidade descoberta, seguiu e encerrou a vida de cada um daqueles que faziam parte da família que o condenaram por um crime sonso. E apenas ele. O final do conto lembra aquelas películas dos anos 40 e 50, em que a conclusão no lugar de subjetiva, era apenas anunciada.

Como uma enorme revelação do vilão.

Por falar em vilão, nas histórias de Lovecraft, de forma não tão generalista, sua escrita basicamente revela fatos como de uma veracidade de nosso mundo, mas com os pés no sobrenatural e nos segredos da imaginação, combatidos com sua fama de parecer sobrenatural por todo, quando na realidade, temos uma história quase viável, mas com um toque de mistério fantástico.

Há o também a Fera da Caverna que não conta exatamente como um conto assustador, apenas que o nosso ponto de vista, centraliza o terror do desconhecido, coisa que o autor, faz questão de ocultar sobre nós na história e o conceito dos personagens e obviamente, a fera e a caverna. Essa análise fica para outro artigo.