CALMA, VAMOS LÁ QUE ISSO É IMPORTANTE.
Com certeza que esse é um daqueles títulos chamativos, click bait e criticadores de sociedade, geração. Em parte você está certo se entendeu isso. Porque como ele não é um click bait, não é um título apenas chamativo para ‘atrair’ atenção. Como está destacado, sim estou falando de uma leniência um pouco mais que séria que atenta a atualidade, e apesar do uso de ‘geração’ não faço menção a geração específica mais nova, e sim como agrupamento da época, nossa humanidade.
Um pouco séria porque ‘comentar e pesquisar’ pode não parecer ser muita coisa. Grande coisa. Mas comentar se tornou um artigo de luxo. Poucos entendem até o que escreveram. Sim, pode parecer bobo ou até depreciativo. Mas ao tempo que se passa e as inúmeras manifestações que presenciei na internet, em específico, demonstra que os interlocutores e receptores, quando esses trocam de papel ao longo do debate, não compreendem o que eles mesmo falam, e quando assim, não entendem o que a reação responde.
Li que o QI reduziu dos tempos para cá? Talvez todos tenham lido algo a respeito. De uma maneira geral e acessível, talvez não tão corretíssima de falar, Q.I é como se a gente compreender como a inteligência de uma maneira geral opera. Se ela tem mais facilidade, se processa melhor e como ‘filtra’ o conhecimento. E nisso entra também o fator analfabetismo. Não quero colocar aqui ‘analfabetismo funcional’, porque isso mascara o problema. Não existe funcionalismo em algo que se perpetua ineficiência. Ou é ou não é.
Em 2007, quando entrei em redes sociais, o extinto Orkut, já se notava que os discursos meio que era bem meia boca. O máximo que havia era textões, quase sem nenhum nexo com algum nível de compreensão do que se tratava em geral. Quando as redes sociais foram invadidas pelas ‘empresas’. Esse discurso ficou em segundo plano e tomou a vitrine e o comércio como o conhecemos. Mas continua lá aquele velho debate sem sentido.
Atualmente, eu noto, muito que sem dificuldade que há um índice bem mais nítido de analfabetismo. E não digo apenas da educação básica, saber ler e escrever. Qualquer tipo do gênero. A ignorância, diga-se uma palavra por muitos usados como ofensa para significar “involução” é parte de qualquer pessoa que desconhece. Por exemplo, eu sou ignorante aos conceitos de astronomia física. Quer dizer não sei.
Existe uma leve diferença entre ignorância e incapacidade. A primeira é uma escolha, a segunda é um impedimento. Ainda que escolher não estudar vá gerar impedimentos futuro, você ainda pode resolver o problema com alguma facilidade que a incapacidade imposta não lhe permite. Logo temos uma solução.
ALGUNS DADOS.
9,3 milhões de brasileiros são analfabetos e com mais de 40 anos. Cerca de 46% da população não possui escolaridade básica. (Fonte: IBGE, 2024)
5,4% afirmam não conseguirem escrever um bilhete simples.
Não vou representar as regionalidades aqui para evitar ‘comparativos’ aversos que nada irão contribuir para o propósito do artigo.

(Fonte: Pnad Educação )
A idade de produção é mais ou menos 25-59 anos. Notem que é exatamente as idades que mais concentram a população mais analfabeta. Podemos até não admitir, mas se há um debate sobre as pessoas que optam por não fazer faculdade, quem dirá que estamos ainda falando dos casos de ‘desistência’ por opção ou não de candidatos nas linhas básicas da escolaridade.
Lembrando que essas idades correspondem a uma época em sua maioria, já com acesso a tecnologia, internet, programas sociais, programas de inclusão escolar e resgate de desistências por escolaridade. Não estamos apenas falando de quem desiste, mas quem se forma na escola, mas não atinge os padrões estabelecidos para ser considerado alfabetizado.
E há uma distinção, já que de uma forma geral classificamos, analfabetismo funcional (a pessoa terminou os estudos, mas não atingiu a cota de saber ler e escrever) e a pessoa não passou ou desistiu do banco escolar é denominado analfabetismo absoluto ou apenas analfabeto(a).
PREOCUPAÇÃO e POR QUE ISSO É IMPORTANTE PARA O MARKETING?
Eu falo sobre muitos assuntos conectados ao Marketing. E quando falamos disso, falamos de comunicação externa e interna. Do que adianta vender latas em pó para China, se você não fala chinês? Não importa se o produto é incrível, se é barato ou super fácil de usar. Se você não sabe falar chinês, vai adiantar? As qualidades vão continuar existindo. Mas tem outro pormenor, falar um idioma não significa falar ‘culturalmente’.
Será que os chineses vão comprar a lata em pó? Mesmo que entendam o que você está falando? Quando falo que analfabetismo costuma descaracterizar, muitos podem acreditar que estou falando apenas de não saber compreender o que se diz. Uma pessoa não entende a própria cultura não pode não saber falar o idioma. Mas por não compreender as várias facetas. O Brasil não é apenas sudeste, nem sul, tampouco nordeste. Se você só fala “carioca” não entende os demais estados, culturalmente, você não compreende o Brasil.
Indistinto será sua forma de compreender o que é Brasil, ser brasileiro(a) ou entender a própria história. Estamos puxando mais corda aqui. Estamos indo do idioma para cultura e agora para historia. Imagine que você pode compreender ainda mais a fundo que há vários Brasis no próprio país. Há diferentes influências, que tornam estados, munícipios, bairros e regionalidades á parte. Já ouvimos falar que se não conhecermos os bairros não teremos passado naquele estado, o suficiente para aprendê-lo?
A língua é parte essencial para não só entendermos o básicos, mas para fazermos parte de um contexto maior. Ou talvez não sermos feitos de bobo em um balaio do cotidiano. Há quem diga que ler mil livros faria diferença. Um passeio pelos recantos do interior brasileiro supera mil livros. Por falar em livros, eu acompanhou essa onda de leitura mensal e anual por livro, e noto que há uma discrepância pelo se que aprende ao que se aplica.
Redução de 6,7 milhões de leitores nos últimos 4 anos, 53% não leram nada nos meses anteriores ao resultado da pesquisa acima. É apurado que 11 e 13 anos é a idade que mais lê. A motivação se dá por:
Gostar der ler (24%)
Distração (15%)
Atualização Cultural (15%)
(Fonte: Retratos da leitura, 2024)
Quis pontuar aqui essa pesquisa porque temos que considerar fatores. A idade que mais lê, é que tem mais tempo de folga e que não está em fase de produção. A maioria precisa se atentar a regras de negócios. Acredito que a leitura é mais eficiente. Se vocês pensarem em quantos livros eu leio por ano, vão pensar se não é melhor seguir um outro autor de artigos. Mas 80% das minhas produções vem do dia-a-dia.
Aliados com algum estudo que preciso fazer de forma teórica, entra a porcentagem literária. Vejam que quem gostar de ler pontua 24%. A questão é, gosta de ler por ler? Ou procura algum resultado? Que tipo de leitura? Técnica ou romance? Faz diferença essas escolhas. Mais embaixo temos que 15% faz uma leitura para atualização cultural, eu veria esses índices melhores que os 24%. Eles estão procurando por entendimento cultural, quando que os 24% podem ser os famosos “hobbies”.
Não que Hobby não faça justiça. Mas até que para cadeia industrial isso faça sentido e se no dia-a-dia isso também promove uma evolução, temo que aqueles 54% da população que é analfabeta e os 53% que dizem não ler nada, estejam de alguma forma, sim, ligados aos 24%. Aliás a pesquisa, até onde li, não detalha se a pessoa lê por completo ou lê parcialmente, ou lê rótulo ou precisamente completa alguma obra. Ou se completa, estaríamos falando de literatura técnica ou romance.
E para o Marketing isso significa o mesmo que vender lata em pó para Chineses. Do que adianta vender para um público que não entende o que você está falando. O mesmo vale para essa população acometida. Você pode pensar que está sendo claro, conciso e direto, e a pessoa do lado de lá pode não estar entendendo nada com nada ou ainda, entendendo que é uma ofensa. Não sendo uma ofensa.
Então a comunicação deveria ser mais…simples. Não inventa moda. Quanto menos decorativos e mais diretos for, melhor será compreendida. Tanto pelo público alfabetizado, como pelo público não alfabetizado. A questão é bem clara quando falamos de comunicação assertiva. A comunicação utilizada faz uso do Neuromarketing dentro e fora do conceito. Neuromarketing lida com assuntos um pouco sofisticados. Mas ela deve ser simples para fora.
A publicidade atual peca por ‘exageros’ e quando opta pelo minimalismo costuma ‘cortar’ qualidades. Minimalismo não é o mesmo que redução. Acho que isso não é muito claro para maioria dos publicitário e designers. Redução é cortar, enxugar. Você não usa o minimalismo com o conceito de redução e sim de clean design. Seu objetivo é sofisticar o ambiente, funcionalidade, produto para um melhor uso e manutenção. É isso.
Escrevi um artigo sobre minimalismo que pode lhe ajudar – clique aqui. Sabe que esse tipo de comunicação já existia? Pois bem, nossa referência são os anos 50-60. Não é para “enfeitar” demais. A comunicação hoje trumbica mais que comunica. E para quem entende fica dois víeis de interpretação, imagina para quem tem dificuldade de alguma forma? Então pare de optar por CTAS que falem depois de bíblias de convencimento (famosos em cursos de internet). Vá direto para o CTO.
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