Pílula de Marketing (114) – Filmagem: O corte da cabeça caótica

Fazer vídeos hoje se tornou importante e essencial para vender ideias. Não apenas produtos, mas qualquer informação que queremos transmitir. Nesta pílula de hoje, vou falar sobre uma técnica “amadora” e uma técnica profissional para corrigir, que vemos muitas vezes na internet e que nos garantirá uma boa performance em vídeos (tanto online ao vivo como gravados e editados). Vamos lá?

Nota: Embora esse artigo seja de fato informativo, e não uma versão “semi trial” do que você pode realmente aprender sobre filmagem. Ela faz parte do módulo de Markeitng de Vídeo que existe em meu curso, ele é definido para advogado, mas esse módulo ele pode ser feito para qualquer público, já que não é um direcionamento fixo ao advogado.

Vídeos são o conteúdo de nossa época. Portanto saber fazer vídeos se tornou um diferencial. Esse diferencial também vai se tornando algum comum de ter que se encontrar por aí. Ou seja, saber técnicas de filmagem, composição, narrativa, iluminação, som e finalização, vai acabar se tornando o padrão.

Técnicas de filmagem envolvem o uso de diversos artifícios que vão nos ajudar a comunicar uma informação. O vídeo é uma mensagem, e ela precisa ser objetiva e clara. Tudo que é subjetivo é confortável em nossa cabeça, mas deveras ‘caótico’ quando a expômos. Imagina. Então vamos a filmagem do tipo: O corte da cabeça caótica

Qualquer vídeo na internet que você vir, e o cameraman ( o responsável pela filmagem ), a mania incessante de fazer o movimento da câmera para enquadrar dois objetos em cena (em ângulos diferentes). Isso funciona em alguns casos, mas não funciona quando queremos ‘informar’ ou ‘introduzir’ novas ideias a quem nos assiste. Vi recentemente um vídeo de “pegadinha”, vou colocar abaixo, vocês vão entender, porque essa técnica amadora já ocorre nos primeiros segundos.

Note que o cameraman ora fixa no Pikachu e outra fixa em um grupo de pessoas, depois foca em uma área neutra (que não foca em um objeto específico ) e depois faz esse movimento de forma frequente. Como não sabemos quem são esses envolvidos, não temos uma ideia, o que estão inicialmente tramando. Você só supôe, porque o título se refere a prank (pegadinha).

Quando você não foca em um objeto de cena específico, e quando a gente fala objeto de cena não é apenas um “carro, uma caixa”, objeto é referenciado a palavra objetivo. Objetivo de cena. Qual é o objetivo da cena? O que a cena quer passar? Por quê focar em dois objetos diferentes, indo e voltando, nos transmite? Caos. Não nos transmite. A gente não entende que são essas pessoas.

A técnica aplicada é focar em um objeto até que saibamos o que ele nos representa. Vamos ver um outro exemplo de como câmera fixada em um objeto nos oferece comunicação clara.

Esse próximo vídeo é um “tour”, ele nos permite entender onde estamos e ler informações, ainda é uma tomada “geral”, não aquelas áreas, mas é um apanhado geral de um assunto não tão específico.

Nós temos a impressão que precisamos criar “movimento” de câmera para passar dinamismo. Na realidade essa fase ocorre em tempo de gravação, mas você fica focado, quem cria a dinâmica não é você e sim a cena. E na outra fase é na edição para criar composição. Veja bem, não é edição de correção, você não edita para corrigir, você edita para compôr. A composição é uma finalização do vídeo, uma construção de narrativa.

Esse outro caso é um anúncio, perceba que eles focam nos objetivos para a gente ter uma ideia do que se trata. Capturando reações das pessoas. Mas não uma tomada geral, e sim específica.

Compreenda que as cenas de ação não são “cortadas” durantee a filmagem. Elas realizam uma composição na edição, para garantir que você tenha a ilusão que o carro está em alta velocidade (quando em muitos casos está), mas sem recorrer aos erros típicos de um carro em alta velocidade que não consegue se segurar nas curvas, essa curva em tempo real, provaveelmente vai ocasionar um drift para fora da estrada, mas então eles fazem tomadas.

A primeira, tomada geral, a segunda, tomada em close up (geralmente da lateral do veículo), depois outra tomada geral para verificar uma segunda ‘curva’, tomada em close up e finalmente uma finalização geral, ou lateral ou o lado que mais se quer mostrar. E normalmente essa fase não é feita de uma vez. Essa sensação de “dinâmico” é o que se quer fazer no primeiro vídeo, mas este o fazem de uma forma “caótica” e fica confuso. Você quer entender, mas não entende.

No segundo caso, temos mais tempos para observar o objetivo. No segundo caso temos uma cena mais complexa. Mostra quem vai ser o alvo da campanha, foca na tv para mostrar o que a pessoa vai olhar, mostra o diretor fazer uma execução de comando, tudo para nos fazer entender, que tudo aquilo é uma montagem, é combinado. Imagina se a câmera não foca nestes detalhes, você só grava a moça sentada. Vai ficar claro? Não.

Veja que neste anúncio ele foca na versatilidade do carro, nas curvas, no movimento “aerodinâmico”, fazendo uma comparação com uma avião, só que na estrada. Focando no carro, parado, lateral, fazendo uma colocação de sofisticação – como? Veja que eles enquadram o carro e depois fazem o movimento de volta para o homem.

É uma identificação de perfil. Sua informação interna diz – “Quero esse carro para ser como ele.” O ângulo da câmera e o foco dela, definem isso sem precisar falar nada. Embora no anúncio há uma narrativa audível.

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