Série – “Mas o quê?” (3) – Poder de Ressuscitar dos Jedi, A morte de Bavmorda e a Morte de Ripley.

Mais um da série “Mas o quê?” e vamos para três produções que são um sucesso, mas tem alguns detalhes que passam percebidos por um lado, mas por outro lado nos fazem discutir. Será que eles poderiam mudar o rumo da história, podemos considerar como parte do universo canônico ou universo expandido? Vale para todas as sequências? Ou é um aperitivo único, só serve para aquele momento e para nunca mais? Vamos lá.

PODER DE RESSUCISTAR DOS JEDI.

Em Rise of Skywalker, Kylo Ren filho de Han Solo e Leia Organa, usou o seu poder Jedi para transferir vitalidade para Ray, que chegou a morrer em uma luta contra Palpatine. A nova trilogia não foi adorada 100%, sofreu severas críticas por quem era fã há muito tempo e uma certa aceitação para quem não conhecia muito bem a franquia. Entre os grupos, podemos considerar que esse detalhe poderia ter alterado o rumo da história do universo de Star Wars.

Posterior a queda dos Jedi em a Vingança dos Siths, eram referenciados como feiticeiros e não membros de uma ordem. E lendas de um tempo esquecido. Após centenas de anos como integrantes, bastou que 40 anos, eles se tornassem seres mitológicos. E não há exatamente um erro nesta história. Eles não conhecidos em todos os recantos da galáxia. Mas entre eles, os segredos eram muitos. Como o próprio destino de Anakin como um equilíbrio entre o poder e que não deu muito certo.

Em Retorno de Jedi em 1983, seria Vader ou Luke esse equilíbrio? Aliás ambos estavam presentes na morte do Imperador. O que importava é que a profecia de vencer o Sith foi concretizada. Com a renovação do espírito em falar que havia uma outra Jedi que equalizaria isso e fazendo parte do universo canônico, criou uma brecha considerável na tal profecia e no conceito de desfecho que temos no filme de 1983. E torna a nova trilogia de 1999 à 2005 também crítica.

Nem Vader, nem Luke e nem Leia. Era uma Jedi parente do próprio Palpatine que seria o equilíbrio da força. Um dos motivos que fez Anakin ir para o lado negro e desequilibrar a força foram duas perdas: Sua mãe e sua esposa. Até onde se sabia não havia formas de salva-las ou trazê-las de volta. A única afirmação que temos no filme sobre isso é do próprio Palpatine, que poderia ter ocultado o segredo de propósito. Tem um ‘MAS’. E nossas 2 indagações.

1ª INDAGAÇÃO – O PODER DE RESSUSCITAR EXISTIA, MAS PALPATINE NUNCA USOU.

Ele foi treinado por um mestre já morto. Mas nunca pensou em trazê-lo de volta para construir o império que tanto queria. Certo que os Siths são egoístas e seriam incapazes de formar alianças. E para trás isso seria bem menos lógico, uma vez que o Mestre de Palpatine poderia lhe causar traições. Mas se o poder podia ressuscitar, sua extensão poderia regenerar? Regenerar vida, poderia regenerar carne. E no conceito regenerar Anakin, um jovem Jedi mutilado e calcinado. Mas não o fez.

2ª INDAGAÇÃO – O PODER DE RESSUCITAR EXISTIA, MAS O CONSELHO JEDI NÃO SABIA.

Ninguém sabia desse poder de ressuscitar. Nem os Jedi e nem os Siths. E pela quantidade inferior, os Jedis deveriam ter em algum lugar alguma informação sobre transferência de poder vital para regenerar a vida da outra pessoa. Ainda que possamos pensar que isso pode ser altamente complicado, a nossa indagação questiona – “Como Kylo Ren, um amador e inexperiente, era o único que sabia disso em toda a galáxia”. Mas não fez pelo pai, nem por Luke? Mas por quem ele nem conhecia?

Esse poder nunca foi utilizado uma só vez, exceto na cena final de Rise of Skywalker.

A MORTE DE BAVMORDA.

Em Willow na terra da magia de 1988, uma bruxa chamada Bavmorda persegue uma profecia de que uma criança irá crescer e destrona-la. Para evitar o problema, ela começar a matar crianças de colo e bebês. Mas uma lhe escapa, e chega em um vilarejo e a aventura começa nas mãos do jovem aprendiz de feiticeiro, Willow ufgood.

Dentre todos os perigos que passa e amigos aventureiros que conhece, seu maior desafio é deixar Elora à salva da bruxa Bavmord. E sem muito a oferecer, ele mesmo assim consegue vencê-la. Mas com um ligeiro detalhe, ele não a vence, mas a distrai. E vamos a 2 indagações.

1ª INDAGAÇÃO – BAVMORDA PODERIA TER MORRIDO HÁ MUITOS ANOS.

A derrota de Bavmord no final do longa não se deu por uma batalha de feiticeiros e em todas as ocasiões em que houve um enfrentamento, ela não definhou e sim venceu o duelo. Mas ao ficar surpresa com a mágica de feira de Willow, ela se distrai e derruba tigelas de sais e sangue ao entornar o caldo a leva para um lugar sem destino e desconhecido.

Ninguém pensou em jogar o sangue nela antes? Uma Bruxa vencida por algo tão falível. Ainda que o longa fosse para um público mais jovem, o roteiro se divide em duas complexidades. Um mundo fantástico de castelos, dragões, gnomos e magia. E do outro lado um roteiro que basta jogar um pó mágico, e a bruxa poderosa morre?

2ª INDAGAÇÃO – SE A 1ª INDAGAÇÃO FOSSE VERDADEIRA, A HISTÓRIA SERIA OUTRA

A feiticeira Fin Raziel seria a protetora do mundo, Elora seria uma menina comum. Willow não seria conhecido, Madmartigan provavelmente teria sido morto. E obviamente a série realizada anos mais tarde pelo Disney+ não existiria. Mas não seria menos ‘interessante’. Poderíamos ver o progresso e estudos da jovem Raziel na busca do controle do mundo mágico e de fato sua luta contra Bavmorda.

A MORTE DE RIPLEY.

Em 1993, Alien 3 era lançado. Em momentos depois de um resgate e embate na colônia LV-456 a bordo da nave Sulaco cedida pela Weyland-Yutani, o que restou da tripulação fazia o retorno para a casa. Mas por um descuido, a Rainha Alien do filme anterior depositou um ovo (ou levou um) para dentro da nave e este acabou por liberar um espécime para infectar Ripley.

A nave sofre avaria por causa da corrosão provocada pelo ácido e cai no planeta Fury 161, um lugar que abrigava um sistema prisional. E duas companhias vieram junto. Uma aranha sedenta por um hospedeiro e um pequeno organismo ‘não identificado’ em Ripley. E vamos a 4 indagações, porque temos o problema desses dois ovos que foram uma mega surpresa, temos a morte de Ripley e a seu legado.

1ª INDAGAÇÃO – A RAPIDEZ DE COLOCAR 2 OVOS.

Em Aliens (no Brasil Alien o resgate) de 1986 ao final do filme. Ripley é resgatada por Bishop na plataforma enquanto a colônia começa em uma contagem regressiva devido a ruptura do reator. E ao encalço, a enorme Rainha que ainda estava no elevador quando ela foi de fato resgatada. Nossa indagação seria, teria tempo do elevador chegar, ela sair, pular para dentro da nave (sem ninguém ver ela) e no espaço tão pequeno de tempo, fixar ninho e botar 2 ovos?

São muitas coisas para serem consideradas em pouco tempo. O esforço de chegar na plataforma, se aprumar na nave sem ser vista (ela tem 6 metros), a nave não é grande o suficiente para ela se esconder lá dentro. E se foi pelo lado de fora? Mesmo que os Xenomorfos possam respirar no espaço aparentemente, seria um esforço aguentar a reentrada atmosférica. Seria ela capaz de montar um ninho em 5 minutos? Não demorou muito entre a cena de sair do planeta e pousar na Sulaco.

2ª INDAGAÇÃO – A QUEDA EM FURY 161

A queda de uma nave auxiliar solta pela SULACO sob o planeta foi em decorrência de falha elétrica provocada pelo ácido expelido pela aranha ao quebrar o vidro do tubo de criogenia. Algo que vimos ocorrer com Kane (William Hurt) no primeiro filme. Mas haviam 2 aranhas. Nossa indagação seria, porque a segunda aranha não incubou Hicks ou Newt? E como essa aranha sobreviveu a queda? A nave quando caiu no planeta estava totalmente destruída por dentro, por ocasião da queda e não do ácido.

Como essa ‘aranha’ sobreviveu? E suficientemente pela lógica, como os três tripulantes (sendo 4, com o Bishop) sobreviveram a queda? As cápsulas de Newt e Hicks estavam destruídas e inundadas, o que provocou o afogamento de ambos. Mas de Ripley, não? E quando da queda, a aranha que incubou Ripley já não estava mais nela, a na protegeria de um eventual incidente.

3ª INDAGAÇÃO – A MORTE DE RIPLEY.

Ripley no final do filme prefere pular para fornalha a afim de matar o que ela levava consigo, um desses seres xenomorfos. Não há uma explicação no universo cinematográfico sobre o que e como identificar padrões de incubação ou o que é alien-soldado ou alien-rainha. Nos quadrinhos e Games existe uma lógica. Por alguma razão coletiva, o primeiro alien ou último é transformado em rainha. O que não acontece com Kane no filme de 1979.

E nem sequer havia um conhecimento sobre o tempo de incubação, de Kane ou qualquer outra pessoa o tempo era de menos de 1 dia ou um dia. No caso de Ripley por se tratar de uma rainha o tempo estimado era de 3 dias. No entanto essa informação não existe nos filmes e em um laboratório simples do planeta FURY 161 não teria algo tão sofisticado para determinar a precisão de 3 dias.

Contando com essa informação, Ripley pode planejar a captura e morte do xenomorfo que saíra do cachorro (Spike) e conseguiu ainda se jogar na enorme fornalha. Diferente dos outros casos, a saída do alien de Ripley seguiu um padrão totalmente diferente. Ela parecia sentir dores do parto do que realmente uma dor no peito. Todas as vítimas não tiveram nem sequer tempo ou forças para andar ou reagir. Foram imobilizadas pela dor.

Ao ter o devido tempo pulou, e ainda segurou a rainha nas mãos mesmo com um fogo ‘infernal’, que nesta altura (acredito) a incendiaria.

4ª INDAGAÇÃO – ELA FOI CLONADA, POR UM FIO DE CABELO NO BANHEIRO.

Ripley se jogou na fornalha a fim de não permitir que a companhia se apoderasse do espécime. Mas se esqueceu que seu DNA no fio do cabelo poderia promover problemas no futuro? Em uma correria em que Alien 3 estava, podemos considerar que Ripley não estava pensando sobre isso. E nem ninguém. Em nenhum filme da franquia vemos Ripley tratar da beleza, retocar a maquiagem ou ligar para o conceito estético. São detalhes que realmente passaram batidos pela personagem nos quatro longas.

Essa percepção é aceitável, já que a personagem foi construída assim. Ela estava no modo automático e lutando para sobreviver. O maior objetivo dela era voltar para a casa e reencontrar sua filha Amanda. Nada mais importava. Dito isso, a personagem poderia ter sido menos ‘detalhista’ por uma questão de roteiro. Por um lado em que ela lutou tanto para dar fim ao pesadelo, por que os roteiristas deixaram esse lado do fio do cabelo incomodar uma vitória como aquela de 1993?

Em Alien 4, levou-se 200 anos para clonar Ripley com o DNA alien. Neste meio tempo a companhia Weyland-Yutani foi comprimida pelo mercado e se transformou em Wall-smart, soaria uma espécie de piada. Mas de fato isso aconteceu no filme. E por algum motivo, esses buscaram em FURY 161 o seu DNA após 2 séculos para recriar e trazer de volta os xenomorfos que pelo filme não existiam mais.

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