Análise crítica de Próxima Parada: Apocalipse – Vale à pena?

A leva de produções que investem em mostrar como o final do mundo vai acontecer tem uma enorme safra. O acervo conta com meteoros, vulcões, terremotos, vírus terrestres e extraterrestres, alienígenas invasores, máquinas com IA, viagens temporais e etc. Não apenas desde de 2012 que o cinema tem insistido em trazer as novidades para o fim do mundo acontecer, aliás a profecia maia não se concretizou, e anos mais tarde, parece que a leitura da profecia Maia se fez errado, ela não dizia o final do mundo e sim de um ciclo, olha que conveniente.

Matrix, Exterminador do Futuro, Impacto Profundo, Independency Day, Núcleo, Sunshine, todos os filmes que sempre trataram do fim do mundo de uma forma que iríamos compreender. Uma realidade virtual como prisão das terríveis máquinas, uma raça de exterminadores providos de uma fábrica da Skynet que desenvolveu consciência, um meteoro pronto para destruir a terra, uma raça de alienígenas querendo nos matar, o nosso planeta parando ou o sol deixando de emitir os raios para a nossa sobrevivência.

Quanto mais possível, mais o filme se torna um sucesso. Se ele for surreal demais, ele terá adeptos, mas terá desafetos tanto quanto há de humanos na terra neste momento. O último filme que veio em ritmo de natal em 2021, foi o Don’t look up (Não Olhe para Cima) que trata de nossa sociedade moderna, e mais atual do nunca, ignorando a possibilidade de um asteróide nos destruir sob avisos de cientistas, mas ofuscado pela banalidade de nossa cultura de zoeira sem limites e oportunismo mais do que a própria vida.

Embora classificado como comédia, diria que deveria ser considerado ‘baseado em fatos reais’. Apesar de toda paródia existente, nossa sociedade encararia o fim do mundo com ceticismo e total alienação. Mas vou reservar um outro artigo para este filme. Neste vamos falar deste tema, final do mundo e com o filme Próxima Parada: Apocalipse.

Lançado em 2018 com Forest Whitaker. A narrativa conta com um fenômeno desconhecido que acabou de acontecer na costa Oeste Americana em Seattle e na Califórnia como um todo. Primeiro um terremoto e depois um apagão. O efeito atinge os demais estados para o centro do país, mas não todos. A trama gira em torno do advogado Will Younger (Theo James) e do seu sogro, um militar da reserva Tom (Forest Whitaker) que após o evento desconhecido partem para o epicentro do problema, pois a noiva de Will, Sam (Kat Graham) está isolada da família.

O seu paradeiro é exatamente o foco da história. E o que intriga é que cada vez mais que os dois se aproximam do epicentro, começa a revelar a destruição do estado. Antes, nada mais que estradas vazias, carros abandonados. Alguns encontros iniciais nada amistosos, coisas do tipo que aconteceriam se o estado estivesse em sítio e isolado, e é cada um por si.

Cada vez que eles adentram o terreno, chegam a ter presenciar uma tempestade atípica. Nesta altura você deve pensar, o que atingiu a Califórnia? Essa é a pergunta que queremos resposta. O filme tem uma duração de quase 2 horas, então não é uma produção curta. Queremos saber o que está acontecendo. E há pistas pelo filme de que pode ter sido um ataque terrorista, uma invasão alienígena ou um fenômeno da terra, mas alterado por alguma mudança climática, por exemplo.

O que nós presenciamos de fato é uma sequências de cenas que envolvem exploração, sobrevivência com emboscadas realizadas por grupos errantes, bem estilo Mad Max. Devido um erro de cálculo, e digo isso, porque o personagem de Tom morre no filme, mas não porque acertado por um encrenqueiro ou arruaceiro, mas porque ele jogou o carro para fora da pista, e no acidente fraturou as costelas e acaba morrendo em decorrência disso.

Outro ponto que incomoda é o Will ser muito burro. O único momento que ele é esperto é na batalha da ponte no final do filme. Depois ele volta a ser burro. Mas ao final do filme, ele encontra a Sam, e mais uma vez prova um conflito com o anfitrião da casa em que Sam permaneceu durante o surto no lugar. Ao que tudo indica, o sujeito se sentiu deslocado a chegada do noivo. E ele acaba morto. É o único momento bad boy de Will, pois depois disso ele continua a ser o estepe morto que foi o filme inteiro.

Perto de encerrar temos uma nova onda do que aconteceu no começo do filme. Um terremoto precede, e uma enorme fumaça gigantesca se forma no encalço do jipe, enquanto o casal tem até tempo de olhar um para o outro, a fumaça gigante não parece ser capaz de ser mais rápida que o carro, lembra alguma coisa a alguém o Godzilla de 1998 com Matthew Broderic e Jean Reno. Aquele Táxi era bem rápido que fazia o lagarto se sentir um perneta…enfim.

O filme termina aí.

Conclusão.

Eu fiquei muito sem palavras quando o filme terminou com a fumaça gigantesca perseguindo o carro, esperava que numa cena pós-crédito pudesse explicar. Os fatores de qualquer acontecimento são mais interessantes que uma destruição em massa sem sentido. Se você procura respostas neste filme, considere ele fora da sua lista. Ele está focado em mostrar o príncipe encantado (burro) em buscar a princesa que não estava em perigo, até mesmo parecia ter tido mais descanso que o noivo dela, que penou o filme inteiro.

Além de falhas de roteiro, e uma narrativa que força o expectador acreditar que haverá uma resposta. O final do mundo não tem um motivo para acabar. Apenas que aconteceu em um local, aparente, localizado, mas sem óbvia explicação. Por que na costa oeste americana? Por quem? Não temos essas resposta. O nome do filme no inglês é How it Ends que significa ‘Como isso termina’. A expicação deveria ser, como a humanidade termina.

São 2 horas de lenga-lenga entre sobreviventes, algo bem no estilo Mad Max com uma pitada de Walking Dead mas sem o walkers. Com uma soma de muita burrice do personagem principal aliado a uma história muito lenta e sem sentido. Não recomendo este filme. Fica a seu critério assisti-lo.

Nota 0.0 (Péssimo e chato)

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