Orphan Black II

Em 2013 iniciava uma série que já tinha data para acabar. Com 5 temporadas contabilizadas e 50 episódios. 15 personagens interpretadas por uma única atriz, performances únicas que nos fazem enxergar os nomes das atrizes que as interpretam, se esquecendo que são a mesma pessoa. A série canadense não só projetou uma forma de contar a história, em estilo flash, como deixou incontáveis fãs pelo mundo.

O estilo flash é claro, em três episódios você tem a ideia principal da série nas mãos. A grande maioria sempre demora 2 temporadas para começar a revelar algo. Uma produção canadense também, chamada Between me chamou a atenção, mas logo perdi a motivação. Era demorada demais, criando uma expectativa absurda. Essa é a falha da maioria das produções. Não vou entrar em detalhes em relação ao Lost.

Tudo que a série colocou em pauta logo de início é a força da mulher. Sei que a maioria deve estar careca de ouvir empoderamento feminino, mas é o que a série coloca na mesa todos os dias. Mas não o faz de forma chata. E se acha que para por aí, vamos ver outros assuntos que a série traz:

  • Genética
  • Clone
  • Conspiração governamental
  • Dominação de indústria farmecêutica
  • Controle de natalidade
  • Mitologia Grega: Leda e Castor
  • Imortalidade
  • Contos de Dr. Moreau
  • Campanhas LGBT
  • Relacionamentos

Parece careta, essa é uma lista que compõem quase todas as séries. Sim. Mas a diferença é que você passa todas as séries indo de A-B por 3 temporadas. Até entender que esses assuntos estão na cara. Enquanto em Orphan Black você nota as pessoas dentro do contexto, e as conhece nitidamente. Fica claro o papel delas, tão claro que na primeira temporada em apenas 10 episódios você tem essa definição.

  • Na segunda temporada vemos quem está por trás disso tudo.
  • Na Terceira temporada você entende em que enrascada todos estão.
  • Na quarta temporada compreende que o problema é mais embaixo.
  • Na quinta temporada é resolução.

Tem pergunta feita e resposta dada.

Agora dizem, o Observatório do Cinema que a série pode virar filme. Com certeza que há muita história para ser contada. Eu gostaria de ver uma trama mais rica na vida de Elizabeth Childs. Gostaria de ter uma ideia de como era a vida de Veera (M.K) antes do Helsink. Também gostaria de saber o que Sarah fez fora da cidade por 10 meses.

Acredito que a BBC fez as cinco temporadas pensando em uma história com começo, meio e fim. Para evitar furos. E quanto menos demora, o mistério não cria altas expectativas. Um filme não terminaria a saga obviamente, mas daria mais um gosto de quero mais.

Mas se não for com os mesmos personagens, não acho que dará o mesmo impulso.

Um pensamento sobre “Orphan Black II

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