Far Cry 3

Eu não sou maluca – Alice.

A impressão é de tudo ao redor lembra Lost, e tudo fica pior quando você – Jason Brody – após saltar de paraquedas numa ilha paradisíaca com seus amigos, é acordar amarrado numa jaula feita de bambu e ouvindo que será vendido como escravo. Nada como pensar na fuga dali, quem sabe que destino o reserva se ficar.

É tão intenso pensar que a fuga é essencial, que nada pode ser obstáculo, nem o medo e a tensão de ser recapturado por piratas. Quando percebe que sua batalha pela liberdade significa ser um assassino, as coisas podem ser bastantes insanas daqui para frente. O valor de um homem se mede por seus atos ou palavras?

Informações.

  • Distribuidora:  Ubisoft
  • Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
  • Plataformas:  PC, PS3 e XBOX 360
  • Modo de jogo: Single Player e Multiplayer

Crítica.

Interagi com este jogo e percebi que havia nele um mundo bastante expansivo. E tão imersivo que após algumas horas jogando, você se intromete numa atmosfera diferente. E começa a entender, ou pelo menos, concebe esta jornada sangrenta de Jason. No princípio você fica torneado por citações de Alice.

E pensa que de fato, ou ele morreu (teoria do Sexto Sentido). Ou enlouqueceu (teoria de Sucker Punch). Mas fica estranhando o fato de tudo parecer mais estranho com o tempo. Como se você fosse parte daquilo tudo. Aos que já jogaram Tomb Raider vão notar esta sensação de “prisão” dos dois jogos.

No entanto achei um final sem pé e nem cabeça. Embora fosse óbvio sua loucura, ou mesmo tendência a assassinato, sem ser necessariamente um psicopata – os termos de Alice a serem citados e os fatos estranhos nos passam a ideia de algo sobrenatural, quando apenas temos um desfecho muito simples.

O Mundo Pauta dá nota 7.5.

Mundo Pauta.

Texto: Rafael Junqueira.

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