Análise de Hitman Absolution

Agente 47 volta com tudo, e com uma missão surpreendente.

A história é carregada no Hitman (Fotor: Reprodução)

Hitman Absolution levou quase 4 anos para voltar para telas dos games, com seu último sucesso no PS2 – Hitman Blood Money, em Absolution o agente 47 assume uma missão que o colocará contra a agência, o governo, a máfia e a qualquer país. Sua missão é uma garotinha chamada Victoria. Sua tutora Diana acredita que poderá trazer esperança á uma garota que parece ser o soldado perfeito. Quebrando o padrão da Agência, o Agente 47 tem por missão recupera-la e matar a traidora Diana.

Mas o que vemos na primeira vez na série, é o agente hesitar em matar. O jogo é um filme. As características corporais são muito bem exploradas, se você se apaixonou por L.A. Noire, então esse título é uma boa pedida, mas esperem, não estamos falando de um jogo que só esbanja gráficos e música, que por sinal é excelente. Estamos falando de um jogo que contém uma história rica, animações e uma tendência narrativa do jogo mais famoso da Quantic Dream – Heavy Rain. Sua similaridade em algumas cenas, nos fazem acreditar que a IO Interactive trabalhou muito bem numa sequência que tira o fôlego.

Temos a novidade do tempo de bala, mas que novidade, o tempo de bala é visto desde de matrix (2001) ao Max Payne. Bem sabe aquelas vezes que ficamos encurralados e o jeito era tocaiar em duas paredes? Bem agora é possível usar o recurso de “Point reference” que é acionado no PS3 com o botão quadrado (Square) pressionando o Blending it (R1) você seleciona os alvos com a opção TAG e aperta o quadrado novamente para executar o comando. Isso mesmo, você mata 5-7 inimigos sem eles perceberem você ou matarem. Domine esta técnica, e terá cenas de ações dignas de filmes.

Acabou as novidades? Não, você se lembram daquela fase no Blood Money – Murder of Crowns que tinha uma multidão imensa acompanhando o desfile, no PS2 eu tive o desfortúnio, e acredito de muitos, de travar. Em Absolution é normal ter uma multidão daquelas, o destaque fica para Chinatown.  E não é só isso, percebam que cada personagem tem um movimento diferente. Animações. E quando espalha pânico cada um grita que de uma forma diferente. Ninguém sabe para onde correr. Você vê pessoas tropeçando, vê pessoas voltando pelo caminho que veio por puro pânico.

Disfarces, esses são os interessantes, a cada novo você desbloqueia e habilita skills, é um fabuloso RPG Action. Mas não veja como um FF, e sim como um Deus Ex – Human Revolution, e destaco bem o subtítulo, porque a exemplo de liberdade e qualidade, este jogo se aproxima melhor. Vamos ver algumas qualidade deste jogaço.

Novo mundo para o agente 47.

Mundos ricos de possibilidades (Foto: Reprodução)

Mundos ricos de possibilidades (Foto: Reprodução)

A primeira qualidade é o gráfico e o mundo de Hitman. Se antes tínhamos a mão um assassino careca liso, agora temos rugas, cicatrizes, barba por fazer. Mas não o sonho perfeito dos gamers, e ainda sim o jogo não decepcionou. Ele ganha nota 98.0 do Mundo Pauta, e vejam porque não ganha 10.0. Você tem duas opções de jogo com 5 dificuldades. O modo “Personnal Contract” (a história) e o “Contract” (modo online) você pode jogar cenários – chamados de contratos ou criar, para criar a complexidade não é abordada em criar cenários ou rotinas dos npcs, você só precisa definir 2 alvos e um ponto de saída. Na verdade, o ponto de saída são três: Beco, prédio perto do mercado e um carro.

E ainda temos o sistema de compensação. Que sistema é esse? Em toda fase, você faz desafios e consegue novos itens. Armas, habilidades e roupas. Tudo isso é conseguido com um sistema de pontuação. Você passa a ter uma classificação, existem pontos a serem observados como: Como você realiza os assassinatos, se é discreto ou não, como o faz, se deixou corpos a vista, se os escondeu, se os corpos foram encontrados.

Desde da dificuldade fácil á profissional, como nos demais Hitman, eles tiram facilidades do jogador. Energia se recupera, você pode salvar, a IA dos NPCS é isso e aquilo. Temos agora um sistema de mapa embutido, lembram que o mapa continha um círculo com uma seta para indicar os NPCS – Amarelo (alvo), vermelho (inimigo), azul (policial ou segurança) e branco (civil/neutro). E quando morto, era um branco 50% opaco. Bem aqui temos um sistema chamado instinto que é também a o botão Blending It.

O instinto lhe permite planejar ataques perfeitamente, por quê? Já pensou em saber para onde seu inimigo vai parar mesmo antes de ele ir para lá? Bem, o recurso instinto oferece o caminho que ele irá fazer, onde ele está, indica que alvo acertar, permite se esconder caso alguém o esteja observando, pode entrar em multidões em câmera lenta (assim fica fácil de perceber onde ir e outros detalhes mais). Gostaram? Experimentem isso no jogo, terão surpresas e possíveis táticas que os demais jogos não possibilitavam.

O sistema de esquina, ou seja usar paredes, caçambas para se proteger esta mais real. Não é mais mecânico, para você ficar prostrado na esquina, você pode deslizar na parede (aperte o círculo perto de uma) que vai descendo a parede. E o mais benefício disso é que as coberturas do ambiente serão seu melhor amigo para ataques furtivos, abusem dele e do blendind It.

Não esperem um jogo curto.

Grupo mercenário Saint (Foto: Reprodução)

Grupo mercenário Saint (Foto: Reprodução)

O jogo não é nada pequeno, em 12 horas eu nem cheguei a 50% dele. Em média existem 20 fases. Cada fase tem 2-3 pequenas fases (e digo pequenas no sentido figurado). Você viaja numa trama que vai deixar os fãs que odiaram o filme, esse ser um substituto para o mesmo. Não é por nada, eu gostei do filme, mas este jogo o substitui facilmente. Existe uma temática semelhante que é a proteção de uma garota, em ambos existe isso.

O jogo é longo, muito e muito longo.

Hitman.

O ponto mais alto do jogo, é que ele inovou uma tecnologia usada pelo PS3, quando ele foi um dos últimos jogos a serem lançados do PS2. Parece uma espécie de tradição da equipe da IO Interactive. Eles querem mostrar que o console pode trazer muitas interatividades e novidades, e conseguiram provar isso neste título. Ainda é muito superficial esta análise, e mostrar o que de fato o jogo traz.

Mas o único ponto dou negativo para ele, mas mesmo que negativo, ele supera em diversos momentos do jogo – é que em raros momentos (2 vezes). Como acontecia nos títulos anteriores, o NPC ás vezes alerta mesmo sem vê-lo. Não é frustrante, pois acontece como eu disse, raramente. Um trabalhador saiu correndo do terceiro andar, porque por vidência ele viu o corpo do amigo dentro da caçamba. Isso aconteceu na fase do Hotel.

Mas dou meus ponto positivos pelos ataques diversos – furtivos e agressivos. Dou meu ponto para o sistema de save, agora podemos escolher em que parte dar o checkpoint. Existem três pontos interativos com o símbolo da agência no chão, para acionar pressione o triângulo (triangle). Mas não fique perdido, se você achar que é melhor recomeçar do ponto 2 ao invés do 1, é possível aciona-lo novamente. Legal?

Novos cenários, novas formas de matar, novas formas de se esconder, novas interatividades, animações, reações e uma história altamente carregada de elementos cinematográficos. É bom que nos deliciemos com esta obra prima, porque se tudo se repetir, só teremos um novo Hitman no final do PS4.

Conclusão e nota.

Hitman apaixonado? (Foto: Reprodução)

Hitman apaixonado? (Foto: Reprodução)

Não vi defeitos maiores, vi bugs, mas bugs neste jogo são altamente contornados com a qualidade oferecida pelo título. Não é nada absurdo. Temos é uma diversão garantida, quem jogou particularmente e até unicamente o Blood Money vai observar as mesmas técnicas aplicadas. A única coisa que também achei uma média no jogo é que você pega rapidamente os controles, nada de ruim, mas o jogo fica repetitivo. Para os jogadores de Hitman de longa data, sabem que isso é uma regra. Mas para um jogo tão realista, clamo deveras por mais interatividades.

Elementos como sensualidades, mulheres semi-nuas, inferninhos e cenas de tortura voltam com tudo, nas palavras de entendidos, voltam refinados e reais. Sinta a emoção de ser um assassino com crise de identidade. Conheça a história por trás de tudo da agência, salve a única humanidade que um dia o agente 47 já teve. Viva e desfrute do novo título que traz muito mais que poderíamos esperar.

Nota: 98.0

Gráficos – 10.0

Jogabilidade – 10.0

Trilha – 10.0

Ambiente – 10.0

Interatividade – 9.0 (existem limitados pontos)

Diversão – 10.0

Bugs? Existem? – Alguns poucos 98.0

O jogo chegou na locadora Games Tijuca no dia 28/11  – 8,50 o aluguel. Possivelmente eu irei entregar na sexta-feira para os que querem jogar esta obra prima, uma vez alugado (os dois produtos disponíveis) e só vão parar na prateleira em 1 mês.

—– Novos apontamentos.

Cuidado que a partir da fase Courtyard, após a polícia lhe perseguir, começa uma lista de bugs chatos. Um deles é que seu controle trava. Isso mesmo, ele lhe deixa impossibilitado de mexer com o Hitman, pode ser 15 segundos ou até mesmo o inimigo te matar. Outro ponto chato, a partir dali começa um atraso significativo de ações. Hitman ao vestir uma roupa, leva 5 segundos do tempo normal para apresentar o efeito de camuflagem.

Sensação de nostalgia? Lembra da missão Murder of Crowns, e das fantasias de pássaro. É possível vesti-la. E ainda a música base “Ave Maria” de Blood Money volta no melhor estilo. Acredito que esteja zerando o jogo “Blackwater”.

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